HOME|NOTÍCIAS|Acordo não cumprido pela falta de palavra (Observatório do Fluminense – exclusiva)
Debate • Fonte: Observatório do Fluminense • 12 jun 2018
Acordo não cumprido pela falta de palavra (Observatório do Fluminense – exclusiva)

O Observatório do Fluminense teve acesso exclusivo ao documento, com data do dia 15 de novembro de 2016, então assinado pelo candidato à presidência do Fluminense Pedro Eduardo Silva Abad, pela chapa “Somos Fluminense” e pelo também então candidato à presidência do Fluminense Carlos Eduardo Pontes Lopes Cardoso, o Cacá Cardoso, pela chapa “Fluminense Unido e Forte”.

Nessa declaração, que considerava, acima de tudo, os interesses do Fluminense Football Club e a sua segurança institucional; assim como que as pesquisas então recentes alertavam para o risco da cisão radical na administração e nos projetos em andamento; da mesma forma que havia convergência de propostas e a disposição para a implementação do programa desenvolvido pelo GRUPO UNIDO E FORTE para o estabelecimento da gestão compartilhada e colegiada, decidiu-se que as partes entendiam necessária a união por uma candidatura única no pleito que seria realizado no dia 26 de novembro de 2016, ficando estabelecido entre outras considerações que:

a) que o candidato Cacá Cardoso e o seu vice Diogo Bueno, representantes do grupo “Unido e Forte”, abriam mão da sua candidatura à presidência do clube, fazendo parte a partir daquele momento da chapa “Somos Fluminense”;

b) o candidato Cacá Cardoso passaria a ocupar o cargo de Vice Presidente Geral;

c) haveria divisão paritária entre os futuros membros do Conselho Diretor;

d) ambas as partes assumiriam o compromisso expresso de dar andamento à reforma estatutária em curso, com a inserção do programa de gestão proposto pela chapa FLUMINENSE UNIDO E FORTE;

e) a partir da reforma estatutária mencionada anteriormente, com a constituição do Conselho Gestor ficaria mantida a paridade citada.

Este Observatório do Fluminense, ao analisar este documento, chegou às seguintes conclusões passados quase 18 meses daquele 15 de novembro de 2016: o que tinha tudo para ser uma união perfeita e que direcionasse o Fluminense ao caminho de uma gestão realmente comprometida com as mudanças estruturais que o clube tanto necessita, foi boicotado pelo hoje Presidente Pedro Abad e o seu grupo de apoio com o passar do tempo.

Infelizmente fica claro que uma profissionalização do clube com a desvinculação completa dos vícios adquiridos ao longo das últimas décadas, com um explícito protecionismo aos poderes políticos e setoriais de certos grupos, fez com que ficasse claro que o discurso do então candidato Pedro Abad possa ser encarado nos dias de hoje como uma grande mentira.

Para este Observatório do Fluminense, o atual mandatário não cumpre com nenhum requisito como postulante a gestor, além de aceitar que no clube se perpetuem práticas que caminham em direção oposta aos verdadeiros conceitos de um novo modelo de administração voltado a adaptar o Fluminense às exigências que coloquem o clube em patamares que nos possibilitem competir em melhores condições dentro da atual realidade do mundo do futebol.

Abad e o seu grupo político, ao contrário, preferiram a opção pelo apequenamento, reféns que são de um passado, também por eles apoiado, desenhado e planejado: são a continuação do inconsequente Peter Siemsen.

O Observatório do Fluminense se colocará sempre ao lado do que for melhor para o Fluminense. Não se pode abrir mão do futuro em nome da mediocridade de currículos e pensamentos.

A torcida do Fluminense saberá discernir quem é quem neste momento, informações não lhe faltará.

O Observatório do Fluminense fez questão de não publicar as assinaturas do documento visando não expor publicamente questões pessoais dos signatários do mesmo.

Compartilhe
  • Googlemais
comente
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE
Os Woden