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Debate • Por Cezar Motta - Sempreflu - Foto: Lucas Merçon - Fluminense F.C. • 22 out 2018
Grande vitória, mesmo contra o juiz! (por Cezar Motta - Sempreflu)

Somos o Fluminense!

Com poucos minutos de jogo, o juiz gaúcho, o tal de Jean Claude (nome de galã francês e cara de estelionatário brasileiro) e a dupla do SporTV mostraram qual era a deles: o Galo tinha que sair do nosso salão de festas, o Engenhão (Nilton Santos é o cacete!), com uma vitória fácil.

E eles tentaram. Aquele pênalti marcado pelo Alain Delon de Canoas foi uma das maiores excrescências que vi no futebol. O colombiano encolheu as duas pernas e mergulhou no pasto do Engenhão meio metro antes de o Júlio César chegar. Um escândalo.

E o botafoguense pilantra que narrava o jogo nem deixou o gordinho escroto comentar: para ele, o pênalti foi escandaloso, indiscutível. Restou ao babaquara confirmar, depois que o Fábio Santos perdeu. Nem repetiram o lance, não importa que o estelionatário francês/canoense não tenha dado cartão amarelo ao Júlio César.

E tem mais: o “juiz” disse que o Júlio derrubou o colombiano com as costelas. Apontou para as próprias costelas, de forma cínica. Alguém já viu isso, fazer pênalti com as costelas? Replay? Ora, amigos, já estamos acostumados com a patifaria. Já conhecemos o Jean Pierre.

Dito isso, vamos ao jogo. Talvez a melhor partida do Flu no Brasileirão. É possível que as críticas da torcida depois da derrota no Fla-Flu tenham ferido os brios dos jogadores e do Marcelo Oliveira. Não sei.

Para nossa surpresa, o Flu começou marcando por pressão, todo mundo avançado e não deixando o Galo sair jogando. Eu sei que temos torcedores raivosos, que odeiam alguns jogadores. Mas todo mundo jogou bem neste domingo. Pelo menos, dentro dos limites que cada um tem.

Se jogássemos sempre assim, estaríamos entre os oito da Libertadores. O Atlético Mineiro deve ter uma folha salarial três ou quatro vezes maior do que a nossa. E pagam em dia! Foi uma delícia derrotar o palhaço Levir Cuspe, com aqueles óculos ridículos e aquela arrogância que conhecemos.

Quando o vi entrando em campo, eu logo me lembrei do processo que move contra o Flu, que nos vale uma penhora judicial. Eu me lembrei da nossa diretoria, que “se esqueceu” de mandar advogado à audiência na Justiça do Trabalho. Eu me recordei de que ele, o Cuspe, nos acusou de “viradores de mesa” em 1999.

Veio à minha lembrança que, quando chegou para dirigir o Fluminense em 2016, ele disse a um repórter que veio “pela grana”.

Parabéns ao técnico Marcelo Oliveira e parabéns aos jogadores. Esse é o espírito que queremos ver no Fluminense. Sabemos que sofrem com atrasos salariais, sabemos tudo de ruim que acontece no nosso clube. Mas adoramos quando vemos a nossa camisa histórica sendo honrada com suor.

Vi no sábado, pela ESPN, o jogo do Nacional de Montevidéu contra o Peñarol, no Estádio Centenário, que tem cheiro e visual de tradição, de futebol-raiz, de História com H maiúsculo. O time deles é ruim tecnicamente, mas deixa sangue e suor em campo. Acredito na nossa camisa, e creio que os nossos jogadores vão dar o melhor também.

Apesar da diretoria, podemos ter um final de ano digno. No mínimo, está valendo a pena torcer, não estamos sofrendo humilhações - só as notícias ruins na mídia.

Somos o Fluminense!

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