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Debate • Extra • 08 out 2018
Política também ferve no Fluminense, que votará as contas de 2017 nesta terça
Política também ferve no Fluminense, que votará as contas de 2017 nesta terça

A política ferve nas Laranjeiras. E não é por causa da eleição deste domingo. Na próxima terça-feira, o Conselho Deliberativo do Fluminense votará as contas de 2017. Um evento cercado de tensão e expectativa por causa do contexto de racha político vivido pelo clube.

Normalmente, a votação ocorre ainda no primeiro semestre. No entanto, por causa de alterações no balanço anterior, de 2016, o Deliberativo demorou a marcar a reunião. As contas do último ano da gestão de Peter Siemsen apontavam um superávit de R$ 8,3 milhões. Com a reavaliação, passou a registrar déficit de R$ 13,4 milhões.

O balanço de 2017, divulgado em maio pelo Fluminense, aponta um déficit de R$ 67,8 milhões. É o pior resultado entre os clubes da Série A. Apesar disso, a tendência é de que as contas sejam aprovadas. É, inclusive, o que recomenda o parecer do Conselho Fiscal. O órgão, entretanto, discorda da visão de Abad de que as finanças estão sanadas.

Apesar da aprovação, o que se espera é que o resultado seja apertado. Isso porque a gestão passa por um momento de grande desgaste. No primeiro semestre, o grupo Unido e Forte, que contava com cinco vice-presidentes (entre eles, o então vice-geral Cacá Cardoso), oficializou o racha e abandonou a gestão. Para completar o cenário, o Flusócio, principal grupo de sustentação de Abad, viu alguns de seus membros se desligarem. Parte deles formou o Pró-Flu, que também faz oposição. Outros tornaram-se independentes.

Uma mostra da perda da força política de Abad e do Flusócio ocorreu há dois meses, durante reunião do Conselho Deliberativo que votou pelo fim da vice-presidência de marketing. A medida foi proposta pela situação e só foi aprovada por uma diferença mínima de votos.

Além disso, o mandatário vê um pedido de abertura de processo de impeachment ser analisado por uma comissão. O relatório deve ser entregue ao presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Leite, até a próxima quinta-feira.

Em meio a esta divisão, as últimas reuniões tem sido marcadas por protestos hostis da torcida. Num dos últimos, torcedores incendiaram um latão de lixo na entrada da sede das Laranjeiras. Antes, no início do ano, o salão nobre da sede das Laranjeiras foi invadida. Por conta disso, a segurança tem sido reforçada nos últimos encontros.

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