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Artigos • Por João Garcez - blog Terno e Gravatinha • 30 dez 2018
Apesar de tudo… (por João Garcez - blog Terno e Gravatinha)

Três foram as principais notícias vindas das Laranjeiras neste fim de ano.

A primeira – e a melhor delas – a contratação do técnico Fernando Diniz, ex-jogador do clube de 2000 a 2003, com duas semifinais de Brasileiro e a conquista do título estadual no ano do centenário, em 2002.

Adepto a uma filosofia de jogo sem chutão e de troca permanente de posições, Diniz é um sopro de esperança entre a nova safra de treinadores brasileiros.

Levou o nanico Audax à decisão do Campeonato Paulista de 2016, em que foi, inclusive, superior ao Santos.

Treinar um clube com a grandeza do Fluminense é o maior desafio até agora de sua carreira.

Em seu último trabalho, no Athletico-PR (de novo com agá), viu o jovem Tiago Nunes dar sequência ao trabalho iniciado por ele, depois que foi demitido em meio ao Brasileiro, por amargar uma sequência de maus resultados.

Faltou-lhe experiência – agora agregada – para permitir um chutão e entender que nem todo zagueiro terá recurso ou se sentirá à vontade para driblar perto da área.

Foi por esta razão, por sinal, que, embora também não tivesse feito objeção pela renovação, não fez questão da permanência de Gum no elenco tricolor, sabidamente um defensor com deficiência na saída de bola.

Último dos moicanos do Time de Guerreiros de 2009, o zagueiro vive suas últimas horas como atleta do Fluminense, depois de não ter chegado a um acordo com a direção sobre a sua continuidade.

Até aceitaria reduzir pela metade seu salário, atualmente em R$ 400 mil (o maior do elenco, superior ao teto do clube), mas desde que renovasse por dois anos. A diretoria queria só um.

Gum disputou dez Brasileiros pelo Fluminense, conquistou dois (2010 e 2012), além de um título estadual (2012) e uma Copa Sul-Minas-Rio (Primeira Liga), em 2016. Entre participações internacionais, beliscou um vice de Copa Sul-Americana (2009), um terceiro lugar (2018), além de três participações consecutivas de Libertadores (2010-2012), sendo a melhor delas a de 2012, quando perdeu para o Boca Juniors a vaga na semifinal.

“Amei essa camisa, me entreguei mais do que poderia, no limite físico e mental. Guardei fé, esperança e caráter, e hoje talvez tenha sido meu último jogo. Já me emocionei, já chorei. Saio hoje com sentimento de amor ao clube e dever cumprido”, disse, após mais de 400 participações, em sua última, na vitória sobre o América-MG por 1 a 0, no último dia 2.

Gum passava longe de ser um primor de técnica, mas, tal como Marcão, era identificado e defendia como poucos o escudo do Fluminense. Será sempre lembrado como uma bandeira do clube. Deixará saudades.

Diferentemente do atual presidente, Pedro Abad, que, num acordão com lideranças políticas de situação e oposição, depois que teve seu impeachment arquivado por falta de quórum, pretende antecipar para março a eleição do clube, antes prevista para novembro/2019.

O Blog Terno e Gravatinha torce para que a razão e a consciência prevaleçam sobre as ditas cabeças pensantes do clube para que o Fluminense, que sob a atual gestão envergou e por pouco não quebrou no último biênio, respire novos ares e retome seus dias de grandeza em futuro próximo.

Aos leitores da coluna, votos de um feliz 2019 e meus agradecimentos por mais um ano juntos nesta casa de tantas e tantas histórias, que completará longevos 12 anos em maio.

Uma noite de réveillon iluminada a você!

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